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Channel: Casa » Casa Cor 2013
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De portas abertas

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Em formato mais compacto – menos plural, mas mais glamourosa – a Casa Cor inaugura sua 27ª edição. Entre os ambientes, o loft, de Roberto Migotto, onde azul e verde saltam aos olhos.
Foto: ZECA WITTNER/ESTADÃO

 

 

Existem aqueles que não abrem mão de habitar uma cidade como São Paulo. Para outros, tudo tem a ver com a calma de uma casa no campo ou com a simplicidade de se viver à beira mar. Ou, na medida do possível, viver em meio a todas essas realidades. Afinal, morar bem é assunto que se discuta? No entender da Casa Cor – a mais representativa mostra de decoração e paisagismo do País, que começa na terça-feira e vai até 21 de julho –, sim, e muito. Independentemente de idade, classe social ou perfil familiar.

“A nós interessa não só despertar nos visitantes o desejo de uma relação mais viva e apaixonada com suas casas. Mas também mostrar que essa é uma realidade ao alcance de todas as pessoas”, afirma Angelo Derenze, presidente da Casa Cor, que, em sua 27.ª edição, está cheia de novidades. Entre elas, a seleção prévia dos participantes por um comitê curador, com o objetivo de garantir a diversidade de estilos e propostas em exibição.

“Buscamos diversificar a oferta de projetos, que foram divididos entre lofts, casas e estúdios, de maneira a oferecer aos visitantes uma abordagem mais ampliada, enfatizando soluções capazes de serem reproduzidas em suas casas”, explica Derenze, que destaca a função informativa do evento aos olhos do grande público. “Trata-se da maior vitrine de decoração do Brasil. De tudo que envolve a casa.”

A começar por paredes, pisos e tetos, que, a julgar pelos 77 espaços apresentados este ano, executados por 93 profissionais, voltam a assumir uma função ornamental nos ambientes. De fato, raras são as superfícies que insistem em permanecer apenas pintadas, sem um único tratamento de textura ou aplique decorativo.

À semelhança de um quadro, os ambientes surgem quase emoldurados, contidos por linhas bem definidas – ou apenas sugeridas – que delimitam suas diversas áreas de atividades. A exemplo do hall de entrada do loft de Roberto Migotto, demarcado por ladrilhos hidráulicos, englobando piso e parede.

Ficar atento por onde se anda é outra experiência que vale a pena ser vivida na Casa Cor. Cerâmicas quebradas e posteriormente rejuntadas, com efeito de mosaico antigo, aparecem com destaque nos ambientes desenhados por Murilo Lomas e Dado Castello Branco. Da mesma forma que a resina de alto brilho, também do loft praiano de Migotto. Sem falar em criações exclusivas, como o tapete de inspiração marroquina, de Fabrizio Rollo.

Visto, revisto e apresentado em todas as suas nuances, o cinza reina soberano na Casa Cor. Na Casa dos Mil Tons projetada por Brunete Fraccaroli, por certo. Mas, não só nela. “Acho interessante notar como a cor pode estar presente não só nos móveis e objetos, mas nos próprios materiais construtivos, como o concreto, por exemplo, que fica ótimo quando apresentado sem revestimento”, afirma Leo Shehtman, outro dos entusiastas do uso da cor.

Reflexo da onda vintage que se abateu sobre Milão na última edição do Salão do Móvel, em abril, também por aqui a mistura de móveis das décadas de 1950 a 1970 com objetos de tiragem mais recente se fez sentir com toda a intensidade. Assim como a fusão de ícones do design com traquitanas de shape industrial. E ainda entre estas e materiais como o couro e a cerâmica.

Lição exercitada com maestria no Loft do Publicitário, de Antônio Ferreira Junior e Mario Celso Bernardes. “Numa época em que o verbete sustentabilidade é muito difundido e quase nada praticado, garimpar o que de bom restou do passado se tornou uma questão quase conceitual”, diz Ferreira Junior. “Gostamos de reutilizar peças. Ainda mais quando sabemos que, com isso, estamos proporcionando uma nova oportunidade a elas”, completa Bernardes. /MARCELO LIMA

 

FIQUE DE OLHO

Cores: Cinza em todas as nuances. Com generosas pitadas de azul-bic e amarelo-ovo

Paredes e tetos: declinados em padrões geométricos, emoldurados ou esfumaçados

Móveis: modernos brasileiros, dos anos 50 a 70, em parcerias com ícones mundiais

Iluminação: em versão big, lustres e abajures exibem o melhor de sua forma

Acessórios: mesclando materiais naturais e padrões gráficos, dando toque exótico à casa

Quadros: agrupados em uma das paredes do ambiente formando composições assimétricas

Pisos e revestimentos: sintéticos ou naturais, mas de presença forte e definida

Cama: com cabeceiras pronunciadas, bem desenhadas e de porte reforçado

Mesa: de grandes proporções, em evidente descompasso com o desenho das cadeiras

Banho: com tubulações aparentes, em meio a metais foscos, em tons de preto e cinza

 

 

Acompanhe nos próximos posts, a cobertura completa do evento e veja mais fotos dos ambientes.

 

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